Vazamento de Metano Surge com Recuo de Gelo Ártico

Vazamento de Metano Surge com Recuo de Gelo Ártico

Cientistas encontraram mais de 150 mil pontos do Ártico onde há metano vazando para a atmosfera, de acordo com um relatório publicado na Nature Geoscience.

Pesquisas aéreas e terrestres no Alasca e na Groenlândia revelaram que muitos dos vazamentos de metano estão localizados em áreas onde as geleiras estão recuando ou o permafrost está derretendo à medida que o clima esquenta, eliminando o gelo que aprisionou esse potente gás estufa no solo.

Pesquisadores da University of Alaska e da Florida State University dizem que a quantidade de metano liberada por esses locais no momento é relativamente pequena, mas pode aumentar nas próximas décadas conforme a mudança climática se intensifique, reduzindo o gelo que impedia que os antigos depósitos liberassem gás para a atmosfera.

“À medida que o permafrost derrete e as geleiras recuam, a tampa é aberta e deixa o gás escapar”, explica a principal autora do estudo, Katey Walter Anthony, da University of Alaska.

Há muito tempo os cientistas sabem da existência de vazamentos de metano no Ártico, mas o novo estudo é um dos primeiros a mapeá-los em grandes áreas.

Walter Anthony e seus colegas usaram aviões para sobrevoar mais de 6.700 lagos no Alasca durante os invernos de 2008, 2009 e 2010. A pesquisa revelou 77 novos locais de vazamento, que os cientistas associaram a 50 lagos visitados a pé.

Eles documentaram os vazamentos encontrados e usaram datação por carbono para determinar a idade do metano liberado. Paralelamente, os pesquisadores fizeram a mesma análise em 25 lagos do oeste da Groenlândia.

Os vazamentos no Alasca tendem a ocorrer nos locais em que o permafrost está derretendo, ou nas extremidades de geleiras em recuo. Na Groenlândia, foram encontrados vazamentos em locais onde as geleiras recuaram nos últimos 150 anos, desde o fim da Pequena Era do Gelo.

Os pesquisadores calculam que os vazamentos de metano no Alasca, sozinhos, estão liberando 250 mil toneladas métricas do gás na atmosfera por ano, entre 50 e 70% mais do que se estimava anteriormente.

Fonte: UOL

Hans Lenk


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